terça-feira, 11 de dezembro de 2012

EXTRA! EXTRA! INVASÃO DE PALHAÇOS - Edifício Rainha da Sucata é tomado pela poesia, música e muita alegria

Foto: André Luiz Costa
Com o objetivo de proporcionar maior acesso cultural à população de Belo Horizonte, o grupo Menestréis ErraMtes realizou no sábado, 24 de novembro, o segundo Sarau ErraMte.
Desta vez, no Edifício rainha da Sucata, na Praça da Liberdade.

Prosseguindo com a dinâmica do primeiro Sarau - em que foram apresentadas poesias ícones da literatura brasileira e do próprio público - os Menestréis buscaram inovações em sua última apresentação.
Para quem esteve presente em ambos os eventos as novidades foram notórias desde o começo. 

O grupo utilizou-se de ‘gags’ (cenas curtas) que deram início ao espetáculo.
Em seguida, poemas que estavam dispostos num varal sobre o palco foram lidos e distribuídos ao público presente, que também contaram com doações de livros literários. 

Com todo o entusiasmo apresentado tornava-se difícil não despertar o interesse de quem por ali passasse, contagiando crianças e adultos. A surpresa maior foi ao finalizar as apresentações.
O grupo homenageou o centenário do compositor popular brasileiro Luiz Gonzaga ao contarem sua trajetória em versos ao som de seu clássico Luar do Sertão.


Reportagem: Vera Lúcia






sexta-feira, 30 de novembro de 2012

SEMÂNTICA

Foto: Rita Cavalcante
Sempre há tempo para o tempo amar

No futuro Amar Eu Vou


No infinitivo 

Quando passar por mim 

Amar Ele também vou

E o tempo?

Ah! Esse é o maior amante de todos os tempos.

Pois ama no pretérito perfeito do indicativo de que sempre amou

Afirma imperativamente que ama, que ameis vós

E amar infinitamente no infinitivo do ser eu, tu, ele... 

Nós.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Do começo ao infinito...

Foto: Danielle Luce

Sabe qual é o maior problema da humanidade?
As pessoas se encantam umas pelas outras e em pouquíssimo tempo, deixam que esse encanto se acabe.
Saudade das pessoas infinitamente intensas, desde o "era uma vez" até o "para sempre"...
Pessoas que nunca deixam a chama do amor minar e se transformar em vazio.
Pessoas que se tornam verdadeiramente responsáveis por aqueles a quem, em algum momento, cativaram.
Daqueles que se fazem presentes mesmo na ausência.
Daqueles a quem não precisamos mendigar afetos, pois já nos entregaram todo o seu coração.
Saudade de pessoas que amam, permanentemente intensas, do começo ao infinito...
Como eu.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Óleo

Foto: Danielle Luce
Cá estou eu novamente
no meu cantinho preferido
dentro do meu local preferido
sentada em minha cadeira preferida
diante da minha vista preferida
daqui consigo ver os que sobem
os que descem
vejo os que passam
os que param
alguns me olham
alguns me cumprimentam
alguns me tocam
alguns me enchem de perguntas
alguns só me fazem um comentário
e tem esse cheiro...
esse cheiro que tanto gosto
cheiro de idéias e sentimentos
sendo colocados em telas
papel
metal
madeira
corpos...
cheiro de nudez de alma
cheiro de entrega
esse cheiro...
e tem as cores
cores que me queimam as vistas
e que me queimam o coração
vibrantes
amarelos, laranjas, azuis, verdes
e tem esse cheiro
esse cheiro que me invade de tal maneira
que consigo me imaginar dentro desses sentimentos
em telas, papéis, metais, madeiras, corpos...
penetro  na alma que foi a mim entregue
e tem as pessoas
elas passam
elas ficam
elas sobem e descem
elas se vão
e tem esse cheiro...
esse cheiro
que entra pelas narinas
e percorre todo meu ser
passando pelos meu olhos, veias e coração
depois faz o caminho inverso
e fica


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Momento


...E quando se encontraram ele propôs algo inusitado e ela, ansiosa por estar com ele, se lançou de corpo e alma e de repente...
Tudo parou. Não existia mais carros e pessoas na rua. Não havia as luzes da cidade nem o barulho das buzinas. Nenhum outro som além daquela melodia, aquela voz e o som de dois corações... e só existia os dois, os seus beijos... e a voz do Elvis embalando aquela noite quente de primavera.


domingo, 30 de setembro de 2012

Dois amantes...

Foto: Danielle Luce
Mãos nervosas se acariciavam
Nervosismo de paixão
É a presença do outro 

E os olhos se encontraram acendendo o desejo
E os lábios sorriam desajeitados
O coração saltava descompassado
A respiração ofegante denunciava
Que os pensamentos, muito antes dos lábios 
Já ansiavam por aquele beijo
E a chuva caía molhando ainda mais os lábios
Que anunciavam em silêncio o desejo 
Que os olhos confessavam 
E o tempo, generoso com os amantes...
Parou
E o toque da sua boca na dela
E os corações batendo bem forte
Tão forte que um seguia as batidas do outro
Fazendo crescer o que há de mais sublime
Quando se encontra um Amor
Celebrando o que os amantes anseiam:
A vida, vibrando, sem pressa
Dentro dos dois.

sábado, 22 de setembro de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Porto-Pescador (Para Mauro)

A Liberdade me envolveu
Com seu abraço
E como resistir?
Veio lançando seu perfume nas águas
Se balançando diante de mim
De riso largo me convidou ao deleite
ACEITE!
E por sua sedutora dança me envolvi
Sua pele quente aquecendo meu peito
Sua voz envolvendo meu coração em doces palavras
Ser navegante, sempre traslado
Homem viajante, nunca refutado
Talvez eu deseje ser seu porto
Mas não desejo que permaneças ancorado em mim
Afinal és Liberdade
Mas posso também ser uma das vertentes
Quem sabe um caminho possível
Em meio a tantas correntes
Queria eu ser oceano
Para que sempre que desaguasse...
Desaguarias em mim.

Danielle Luce Cardoso - 03/09/2011 - 10/09/2011

domingo, 6 de maio de 2012

E sua presença se fez

Endless Love Painting
Trancada em meus afazeres. Separada do mundo por uma parede de vidro. Concentrada em terminar logo minhas tarefas para sair logo dali e te encontrar. Só pensava em trancar as portas e ir pra casa te esperar.

Então resolvi por toda a minha concentração no meu trabalho para que o terminasse o mais rápido possível. Baixei os olhos para os papéis, contas, somas, moedas e comecei a finalizar minhas tarefas do dia. Uma, duas, confere uma terceira. Agora refaz tudo só para garantir. De repente toda a minha atenção foi desviada.

Algo do outro lado da parede de vidro me despertou do meu profundo envolvimento com o término do meu labor. Levantei os olhos e me deparei com minha ânsia olhando para mim.

Toda a minha vontade de terminar o trabalho e ir embora se foi. O motivo da minha urgência estava ali, parado diante de mim, atrás da parede de vidro a me contemplar.

Larguei a pressa, a concentração, o trabalho e a vontade de ir embora, tudo em cima da mesa e me lancei em seus braços. Seus olhos a sorrir para mim e seus lábios junto aos meus. Seus braços me envolvendo em seu abraço... Me esqueci o que eu fazia naquele lugar. Esqueci-me de tudo e naquele momento, o convento podia esperar.

terça-feira, 1 de maio de 2012


Invictus

Out of the night that covers me,

Black as the Pit from pole to pole,

I thank whatever gods may be

For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance

I have not winced nor cried aloud.

Under the bludgeonings of chance

My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears

Looms but the Horror of the shade,

And yet the menace of the years

Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,

How charged with punishments the scroll.

I am the master of my fate:

I am the captain of my soul. 

William Ernest Henley



terça-feira, 10 de abril de 2012

Segundo dia de trabalho no convento


Foto: Danielle Luce Cardoso

- Bom dia moça! – Disse um senhor elegante de chapéu na cabeça.
- Bom dia! – respondi com um sorriso – Tudo bem com o senhor?
- Tudo sim. Uma carinha nova aí dentro hoje?
- Sim, mas vai ser por pouco tempo.
- Ah! Que pena!
- Em que posso ajudar o senhor?
- Vim pagar meu dízimo.
- Seu nome, por favor.
- Alírio. Não tem outro. Alírio sou eu mesmo. – e pagou seu dízimo.
- Muito obrigada Sr. Alírio. Vai com Deus.
- Mas sabe moça, eu escrevo alguns versinhos...
- É mesmo Sr. Alírio? Adoro ler poesias. Traga um dia para que eu possa ler.
- Dizem que sou poeta, mas poeta não sou. Faço versinhos, sou apenas um trovador.
Eu, cheia de tarefas, parei tudo que estava fazendo e me coloquei a ouvir. Sr. Alírio, um jovem senhor de 90 anos de idade. Poeta não. Trovador. Cantou-me seus versos por quase uma hora. Por quase uma hora me esqueci o que exatamente eu fazia naquele lugar.
Cantou, contou, recitou e disse:
- Obrigado moça. Fica com Deus. - E partiu.
Instantes depois estava de volta o Sr. Alírio. Nas mãos o doce da vida. Coisas simples que nos fazem felizes. Dezenas de balinhas de todos os sabores. E meu dia foi adoçado pela gentileza de um jovem senhor que me agradeceu por ter ouvidos de ouvir.
Imagina! Eu é que agradeço Sr. Alírio, por ter sido a escolhida. A pessoa de sorte que o Sr. Escolheu para ouvir suas palavras.
- Vai com Deus Sr. Alírio!
E se foi deixando meu coração quase não cabendo no peito de tanta felicidade.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Olhar perdido


Foto: Danielle Luce Cardoso
O meu olhar anda tão perdido...
Procura... Procura...
E nunca se acha          
Pensando à respeito
Vieram-me as perguntas
Será que o meu olhar
Esqueceu o que procura?
Será possível um olhar
Nunca se achar?
Olhando no espelho
Veio-me a resposta

O meu olhar está perdido
Por não ter onde pousar
Tentei encontrar outros portos
Heliportos, aeroportos...
Vã procura essa minha
O meu olhar se perdeu
Onde (por hora) não posso encontrar
Ele vaga sem rumo
Perdido...
Dentro do seu olhar



quinta-feira, 8 de março de 2012

Hóspede Desejado

Storm at Sea - Louise Lopina
É você e seus olhos azuis
São duas indigolitas colossais
Lapidadas pelas mãos do maior entre os maiores
Rebentando você para dentro de mim
É você transbordando a minha alma
É o seu olhar inundando o meu ser

São duas pedras preciosas esse olhar
E eu em minha incessante fraqueza
Não consigo desviar (nem quero)

Porque sinto que esse olhar completa o vazio
Não existem mais lacunas, nem vãos, nem pedaços
O seu olhar agora habita onde antes só havia espaços.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Próximos do fim



Foto: Danielle Luce Cardoso

Era uma terça-feira e você decidiu que era a hora de terminar tudo o que havia começado para que pudesse recomeçar sua vida. Nessa terça-feira de noite quente você resolveu se livrar de tudo o que lhe afligia a alma e tudo o que lhe trazia dor física e espiritual. Então você começou seus diálogos com seus problemas e um a um foi tentando resolver os que aparentemente deveriam ser resolvidos primeiro. 
Minha presença diante da situação parecia irrelevante. Eu sentia que você nem percebia que eu estava ali, observando tudo. Decidi que deveria ir e deixar você resolvendo seus problemas sem me dar conta que eu fazia parte desse todo que de tão pesado, estava te trazendo angústia e sofrimento. Pensava que eu pudesse ser seu alívio em meio a tanta dor... Engano meu. 
Quando estava pronta pra ir, você, aos prantos me pediu desculpas e as palavras que eu mais temia ouvir, saíram da sua boca: “Acabou. Tudo acabou”. Não estavam sendo ditas a mim. Não naquele momento. Mas eu sabia que uma hora eu ouviria de você tudo o que eu jamais desejei ouvir. Esta noite adormecemos nos braços um do outro e a quarta-feira chegou parecendo que o ontem nem tinha existido. 
Passamos o dia celebrando a nossa alegria e aproveitando ao máximo a companhia um do outro, sabendo que o nosso fim estava muito próximo. E a noite chegou e novamente nossos sonhos adormeceram um nos braços do outro. 
Quinta-feira veio e o dia correu tão depressa que me fazia ter vontade de parar o tempo só para te ter ao meu lado para sempre. A noite desceu sobre nós, fria e escura, quase sem estrelas. E enquanto eu contemplava o céu, você chegou, me abraçou, me beijou o rosto e pude sentir que o tão temido momento havia chegado. 
E foi assim, numa quinta-feira de noite fria e sem estrelas que eu ouvi você me dizer tudo o que eu não queria ouvir. A nossa conversa adentrou a madrugada e entre palavras, lágrimas, beijos, carinhos e desejos, havia algo de muito maior naquilo tudo. Essa sensação tomou conta de mim e não queria que ela me abandonasse. Era uma sensação de quietude e calmaria que provém de um só sentimento: O Amor. 
A sexta-feira chegou e com ela a minha vontade de nunca mais acordar do sonho que era viver ao seu lado. Então eu dormia... Apenas dormia. Meu corpo não tinha vontade de se levantar daquela cama. Da sua cama que por muitas vezes se tornara nossa cama. De vez em quando eu ouvia sua voz me dizendo “levanta... chega de dormir... acorda... você tem que se alimentar...” e eu não querendo acordar desse sonho, me dedicava cada vez mais ao travesseiro que abrigava todo seu perfume e à cama que carregava todo o calor dos nossos corpos. “Abriga-me até domingo?” – perguntei - Desejando dizer: “Abriga-me por toda a vida.” 
O sábado chegou e tentei fazer com que nossos últimos momentos juntos fossem lindos. Anoiteceu e novamente dormimos nossos sonhos nos braços um do outro. 
O domingo veio carregado de todo tipo de sentimentos e perguntas sem respostas e decidimos prolongar um pouco mais esse fim. A tarde chegou tão pesada que novamente dormimos em nosso abraço. Anoiteceu e eu não queria sair de seus braços. “Vamos tomar banho juntos?” – eu não queria passar nem um segundo longe de você – e fizemos amor com tamanha sincronia que imaginei que esse momento seria eterno. Ficamos acordados até a madrugada na intenção de passar o maior tempo possível, somente sentindo o calor e a presença um do outro e na madrugada de domingo, vencidos pelo sono, dormi em seu peito e seus braços me envolvendo num forte abraço. 
A segunda-feira veio trazendo a certeza que não podíamos mais adiar esse momento. Um dia nunca correu tão depressa. Nessa noite de segunda-feira adormecemos rápido. Não teve conversa debaixo dos lençóis, não fizemos amor nem contamos histórias. Apenas beijos de amor e boa noite e dormimos carregando o peso do fim em nossos corações. 
O dia amanheceu e a terça-feira não queria acordar. Parecia sentir toda a tristeza que traz o fim de algo tão belo e desejado. E era um final tão lindo que desejamos que nunca acabasse. “Como é lindo o nosso fim”, eu disse. “É porque é o começo.” – Você disse – e no meu coração suas palavras eram como beijos quentes de carinho. 
E a hora de você partir chegou. Alguma troca de olhares, alguns beijos e poucas palavras restavam para serem ditas: “Penso que tenho tanta coisa para te oferecer ainda...” – tenho tanto Amor guardado em meu peito – pensei. “Obrigada por tudo” - ele disse, “não te dei nada... só te amei... só te amo... EU AMO!” e o silêncio falava alto aos nossos corações.  “Me desculpe” – você disse – “por me fazer feliz?” – eu pensei – mas me calei. Não precisava dizer o quão feliz você me fez. O meu sorriso quando eu estava ao seu lado já dizia tudo. Minha alegria era evidente e por isso me calei. E deitada em seu peito, embalada pelo som do seu coração, chorei.
E de mãos dadas saímos pela rua à espera do momento da despedida.
Um beijo cheio de amor e carinho selou esse momento.
“Tchau”. “Tchau”. Você partiu e pela primeira vez não me olhou nos olhos ao se despedir. Não se virou e não me mandou um beijo lá de longe. Pude ver que não me olhava naquele momento de despedida para que eu não percebesse que seus olhos estavam cheios das mesmas lágrimas que inundavam os meus.
E cada lágrima que escorria dos meus olhos ecoavam essas palavras... Eram suas palavras para sempre gravadas em meu coração. “Como é lindo o nosso fim”, “É porque é o começo...”...
...e fim.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Esperança obsoleta


A esperança bateu novamente à minha porta
Não durou muito tempo a sua visita
Serviu para revigorar os ânimos
Mas não trouxe consigo suficiente alegria
Os olhos do coração até se abriram
Mas logo se fecharam em desespero
Por ter esquecido como se apaixonar
Espero ansiosa outra visita da esperança
Quem sabe trazendo emocionante surpresa
Porém, espero mais ainda
Que no dia dessa esperada visita
O coração esteja desprovido de tristeza.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pérfida Solidão


Foto: Danielle Luce Cardoso
Tenho ansiado cada vez mais por momentos de solidão. 
Ser solitária enquanto se está rodeada por pessoas é extenuante. 
Espero pelo dia que de tão solitário, meu coração não desejará mais ninguém. 
Estou cansada de amar os que não desejam ser amados e por isso decidi não amar. 
Essa é a melhor solução. Isso mesmo! Não amar. Simplesmente.
Então decidi. Está resolvido. Quero a solidão. 
A completa, total, genuína e autêntica solidão. 
Acho que por gostar tanto de ser só e estar só, não desejava filhos. 
As pessoas sempre diziam: “Filhos são uma companhia para a velhice”. 
Para que? Por que eu iria querer companhia? 
Não pretendo ficar velha e se ficar, quero um asilo como companheiro. 
Velhos desmemoriados serão a melhor companhia para uma velhice solitária. 
Eu e minha solidão nos bastamos. Completamo-nos.
Minha alma não tem uma gêmea por ser filha única. E como filha única, sem filhos pretende ficar. Comigo morre os antepassados de minha alma. Comigo não será perpetuada. 
Minha alma não gerará descendentes.
Viverei só para que só possa morrer. 
Que os vermes (ou o fogo – ainda não me decidi) sejam meus companheiros na minha morte. 
E que eu possa não renascer para não precisar viver outra vida de falsa, hipócrita e pérfida solidão.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cedo demais...


A vida é algo realmente muito efêmero. Acordamos num dia comum, sem nunca saber o que ela nos reserva. De repente nos deparamos com vários obstáculos e medos, mas quase sempre os superamos. Quase sempre... Em qual momento da vida podemos saber se vivemos mesmo tudo o que era possível ou preciso viver? Quando podemos saber se o nosso destino foi concluído? Será possível mesmo um dia pensar que a vida valeu a pena? Acho que nunca teremos tempo suficiente para saber se a vida valeu a pena. Penso que nunca viveremos tudo o que precisamos, tudo o que queremos, tudo o que é possível viver porque a vida é transitória, passageira e sempre teremos pouco tempo para viver tudo o que ela nos possibilita. Por isso, viva sempre intensamente todos os seus momentos. Nunca se sabe quando será o último. Hoje a Terra está um pouco mais fria. Perdemos muito mais que um homem feito de pó de estrelas. Perdemos uma estrela que era como o Sol. Tinha luz própria e irradiava calor e boas vibrações. Pelo pouco tempo que convivi com você meu caro e também pelo pouco tempo que você conviveu com quem quer que seja, porque na minha humilde opinião, você partiu cedo demais, eu digo que você marcou para sempre a vida de quem passou por você. Vá em Paz MUZZY.