terça-feira, 12 de novembro de 2019

Poesia modernista alterfuturista


Epílogo: A perda
Lá dentro
O prelúdio 
Os primeiros acordes
As primeiras falas
As primeiras reações 
Perdemos a introdução 

Primeiro ato: O ensejo
Na espera do segundo ato
Encenamos aqui fora
A contemplação 
Da lua a nos olhar de cima
De baixo
De frente
De dentro 

Na captura de uma imagem inesperada 
Encenamos aqui fora 
Nosso primeiro ato
De uma peça lúdica 
Incerta
Interativa 
Altermodernista
Tão futurista que beira o clichê 

Segundo ato: A celebração 
Da vida
Das escolhas
Das amizades que levamos
E que nos levam 
De assuntos banais
Corriqueiros
De quebras de paradigmas
De estigmas 
De tudo sempre acaba em sexo

Terceiro ato: Osmose
Tão profundamente absorvidos 
Por aquela atmosfera 
Nos sentíamos parte
Quase inteiros 
Copos meio cheios
Mas Ainda tínhamos fome
De pertencimento 
De vida
De gozo
E famintos partimos 
Para o nosso remate

Epílogo: Solitude 
Todos os outros
ficaram para trás 
Decidimos ceder ao impulso 
A vontade 
O desejo
Fome com a vontade de comer
Enfim nos sentimos saciados
Por ora
Dessa ânsia 
Louca de querer
Sempre um pouco mais 
Do outro
E chegamos à conclusão 
Cada um na sua cama
De que sozinhos
Somos mais completos

FIM

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