sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Esperança obsoleta


A esperança bateu novamente à minha porta
Não durou muito tempo a sua visita
Serviu para revigorar os ânimos
Mas não trouxe consigo suficiente alegria
Os olhos do coração até se abriram
Mas logo se fecharam em desespero
Por ter esquecido como se apaixonar
Espero ansiosa outra visita da esperança
Quem sabe trazendo emocionante surpresa
Porém, espero mais ainda
Que no dia dessa esperada visita
O coração esteja desprovido de tristeza.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pérfida Solidão


Foto: Danielle Luce Cardoso
Tenho ansiado cada vez mais por momentos de solidão. 
Ser solitária enquanto se está rodeada por pessoas é extenuante. 
Espero pelo dia que de tão solitário, meu coração não desejará mais ninguém. 
Estou cansada de amar os que não desejam ser amados e por isso decidi não amar. 
Essa é a melhor solução. Isso mesmo! Não amar. Simplesmente.
Então decidi. Está resolvido. Quero a solidão. 
A completa, total, genuína e autêntica solidão. 
Acho que por gostar tanto de ser só e estar só, não desejava filhos. 
As pessoas sempre diziam: “Filhos são uma companhia para a velhice”. 
Para que? Por que eu iria querer companhia? 
Não pretendo ficar velha e se ficar, quero um asilo como companheiro. 
Velhos desmemoriados serão a melhor companhia para uma velhice solitária. 
Eu e minha solidão nos bastamos. Completamo-nos.
Minha alma não tem uma gêmea por ser filha única. E como filha única, sem filhos pretende ficar. Comigo morre os antepassados de minha alma. Comigo não será perpetuada. 
Minha alma não gerará descendentes.
Viverei só para que só possa morrer. 
Que os vermes (ou o fogo – ainda não me decidi) sejam meus companheiros na minha morte. 
E que eu possa não renascer para não precisar viver outra vida de falsa, hipócrita e pérfida solidão.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cedo demais...


A vida é algo realmente muito efêmero. Acordamos num dia comum, sem nunca saber o que ela nos reserva. De repente nos deparamos com vários obstáculos e medos, mas quase sempre os superamos. Quase sempre... Em qual momento da vida podemos saber se vivemos mesmo tudo o que era possível ou preciso viver? Quando podemos saber se o nosso destino foi concluído? Será possível mesmo um dia pensar que a vida valeu a pena? Acho que nunca teremos tempo suficiente para saber se a vida valeu a pena. Penso que nunca viveremos tudo o que precisamos, tudo o que queremos, tudo o que é possível viver porque a vida é transitória, passageira e sempre teremos pouco tempo para viver tudo o que ela nos possibilita. Por isso, viva sempre intensamente todos os seus momentos. Nunca se sabe quando será o último. Hoje a Terra está um pouco mais fria. Perdemos muito mais que um homem feito de pó de estrelas. Perdemos uma estrela que era como o Sol. Tinha luz própria e irradiava calor e boas vibrações. Pelo pouco tempo que convivi com você meu caro e também pelo pouco tempo que você conviveu com quem quer que seja, porque na minha humilde opinião, você partiu cedo demais, eu digo que você marcou para sempre a vida de quem passou por você. Vá em Paz MUZZY.