| Foto: Danielle Luce Cardoso |
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Bom dia moça! – Disse um senhor elegante de chapéu na cabeça.
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Bom dia! – respondi com um sorriso – Tudo bem com o senhor?
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Tudo sim. Uma carinha nova aí dentro hoje?
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Sim, mas vai ser por pouco tempo.
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Ah! Que pena!
- Em
que posso ajudar o senhor?
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Vim pagar meu dízimo.
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Seu nome, por favor.
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Alírio. Não tem outro. Alírio sou eu mesmo. – e pagou seu dízimo.
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Muito obrigada Sr. Alírio. Vai com Deus.
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Mas sabe moça, eu escrevo alguns versinhos...
- É
mesmo Sr. Alírio? Adoro ler poesias. Traga um dia para que eu possa ler.
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Dizem que sou poeta, mas poeta não sou. Faço versinhos, sou apenas um trovador.
Eu,
cheia de tarefas, parei tudo que estava fazendo e me coloquei a ouvir. Sr.
Alírio, um jovem senhor de 90 anos de idade. Poeta não. Trovador. Cantou-me
seus versos por quase uma hora. Por quase uma hora me esqueci o que exatamente
eu fazia naquele lugar.
Cantou,
contou, recitou e disse:
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Obrigado moça. Fica com Deus. - E partiu.
Instantes depois estava de volta o Sr. Alírio. Nas mãos o doce da vida. Coisas simples
que nos fazem felizes. Dezenas de balinhas de todos os sabores. E meu dia foi
adoçado pela gentileza de um jovem senhor que me agradeceu por ter ouvidos de
ouvir.
Imagina! Eu é que agradeço Sr. Alírio, por ter sido a escolhida. A pessoa de sorte que o
Sr. Escolheu para ouvir suas palavras.
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Vai com Deus Sr. Alírio!
E se
foi deixando meu coração quase não cabendo no peito de tanta felicidade.